"As diferenças entres os idiomas revelam a variedade da experiência humana, iluminando como aspectos mutáveis da existência aquilo que tendemos a ver como algo estabelecido e universal. Um exemplo é o jeito que vivenciamos o tempo, os números ou as cores. Em Tuva (na Sibéria), por exemplo, o passado sempre é referido como estando diante da pessoa, e o futuro, atrás dela. “Nós jamais dizemos: espero fazer algo amanhã”, conta um tuvano. Na realidade, ele até poderia dizer: “Estou na expectativa de anteontem”. Isso faz todo sentido se pensarmos à maneira dos tuvanos: se estivesse a nossa frente, o futuro não seria perfeitamente visível?"

- Trecho de artigo de Russ Rymer (National Geographic, julho de 2012)
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